Chegando em Londres descobri a maior maravilha do mundo capitalista desenvolvido: o câmbio livre e dinâmico. Já no aeroporto eram três ou quatro “lojas de dinheiro”, uma de frente pra outra. Fui trocar os Euros pelos Pounds (as Libras que não deram lugar pra globalização européia).

Pra variar me atrasei. Cheguei no grupo, onde um moço de terno e uma moça bem arrumada e sorridente nos esperavam com uma plaquinha: “Stafford House of English”. Pode falar… Quem nunca sonhou em ter alguém esperando no aeroporto com uma plaquinha na mão?

Lá, foram falando nome por nome para que fosse entregue o crachá que dizia o nome da host family (pré definido ainda no Brasil) e o seu endereço. E o meu nada. Iam sendo falados nomes e mais nomes. E o meu nada. Terminaram de falar todos. E o meu nada…

Nessa hora eu já tava me perguntando o que que eu tava fazendo perdido por ali.

Questionei sobre o meu nome. A moça sorridente parou de sorrir por um instante e consultou a lista, nome por nome. Até que me perguntou se era eu o Joao (sem o til) Victor Guedes Neto – que por acaso estava com um asterisco no nome. Era eu.

A minha host mother teve um pequeno problema de saúde. “Qual?”. Parada cardiaca. Eu havia acabado de chegar lá e a minha host mother tava morrendo. SUPIMPA!

Me levariam para um família provisória onde eu ficaria até que achassem uma host family adequada para mim. E lá fomos nós, de van, até Canterbury.

(… continua)